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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Morte do Bom Senso

(a autora é portuguesa, por isso talvez algum estrahamento:)

Hoje, fui a enterrar um querido e velho amigo. O Bom Senso com quem convivemos tantos anos. Ninguém sabe exactamente quantos anos tinha, já que a sua Certidão de Nascimento se perdeu nas gavetas da Burocracia. Será recordado pelas valiosas lições que nos deixou, tais como: Saber quando sair da chuva; O porquê do pássaro madrugador não passar fome; A vida não é sempre justa; E talvez a culpa fosse minha.

O Bom Senso vivia segundo sólidos princípios (não gastes mais do que ganhas),e normas fiáveis (quem manda são os adultos e não a crianças) A sua saúde começou a deteriorar-se quando regulamentos bem intencionados mas ditatoriais foram implementados. Noticias de que um rapaz de 6 anos tinha sido acusado de assédio sexual por beijar uma colega, adolescentes suspensos por usarem anti-séptico bucal após o almoço; e uma professora despedida por repreender um estudante mal-comportado, só pioraram a sua condição

O Bom Senso piorou quando os pais repreenderam os professores por fazerem o trabalho que lhes competia, o de disciplinarem os próprios filhos.

O Bom Senso perdeu a vontade de viver quando as Igrejas se transformaram em empresas;
E os criminosos passaram a receber melhor tratamento que as vítimas.

Bom Senso ressentiu-se quando já não se podia defender dum ladrão em sua casa e este o podia acusar de agressão.

Bom Senso desistiu de viver depois duma mulher incapaz de compreender que um café fumegante estava quente, derramou um pouco nas coxas e recebeu uma indemnização choruda por isso.

Bom Senso foi precedido no seu falecimento pelos seus pais, Verdade e Confiança; sua mulher Discrição e suas filhas, Responsabilidade e Sensatez.

Sobreviveram-lhe 4 enteados:
Conheço os meus direitos;
Quero Isto Já;
A Culpa Não É Minha e
Eu Sou Uma Vítima.


Poucos foram ao seu funeral, pois poucos deram pela sua morte.
Se ainda o recordarem reencaminhem a notícia, se não,
que descanse em paz.

Recebido de Olibenice
(de http://www.stum.com.br acesso em 24/01/12)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Feng Shui Interior

(recebi da minha irmã Cristiane, não sei de quem é)

A bagunça é inimiga da prosperidade. Ninguém está livre da desorganização.
A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível.
A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para ver que estão cheios de inutilidades.
De acordo com o Feng Shui Interior - uma corrente do Feng Shui que mistura aspectos psicológicos dos moradores com conceitos da tradicional técnica chinesa de harmonização de ambientes - bagunça provoca cansaço e imobilidade, faz as pessoas viverem no passado, engorda, confunde, deprime, tira o foco de coisas importantes, atrasa a vida e atrapalha relacionamentos.
Para evitar tudo isso fique atento às OITO REGRAS PARA DOMAR A BAGUNÇA:


1. Jogue fora o jornal de anteontem.

2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.

3. Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes, use-as e limpe-as diariamente.

4.
Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que utilizam mesmo.

5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.

6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas: lixo, consertos, reciclagem, em dúvida, presentes, doação.  Após enchê-las, jogue tudo fora.

7. Organize devagar, comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida.

8.
Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas
energias.

Conheça cada dessas ações para evitar a "crise energética pessoal".

1. Maus hábitos - falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação,hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

2. Pensamentos obsessivos- Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos.
Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

3. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa
também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, 'como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

4. Fugir do presente- As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: "bons tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto àqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão- Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto maisperdoamos,menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal- Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro- Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro,sofrendo seus problemas 'e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados- A bagunça afeta muito as pessoas,causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos,além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente: "você não me terminou! Você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do autoconhecimento, da disciplina e da terminação fará com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza- A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.


Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo. *

Posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter fontes d'água para acalmar o ambiente, são medidas que se tornarão ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia. Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão diretamente relacionados à contenção da perda de energia das pessoas que moram ou trabalham no local. O ambiente faz a pessoa, e vice-versa. 

domingo, 26 de junho de 2011

Fé, vontade, atitude, amor e responsabilidade

Belíssimo texto da Ingrid:

Quando algum nos fala em ter fé, enganosamente pensamos em religião. Fomos condicionados a crer que a fé tem que estar em algo fora de nós, muito longe, lá no infinito do céu.
 Esquecemos que todas as qualidades divinas nós são entregues, em energia potencial, em quantidade ilimitada, para que nós sustente e inspire durante a vida manifesta. Estas qualidades são a Essência de nosso Espírito atemporal,adimensional, perfeito, completamente funcional, ou seja todas características que consideramos divinas, mas por engano, não a percebemos em nós, como se fossem algo que não é para o mundo dos encarnados.
Mas o que a religião de base cristã, nos fala que Deus nos fez a sua imagem, que somos filhos D’Ele, então somos incoerentes, se cremos que somos limitados, imperfeitos, inadequados (não funcionais), se permitimos ser joguetes do caos energético do meio. Quem tem estas características é apenas o corpo físico, que por hora utilizamos, com a função de experienciar.
Nós nos confundimos com o corpo, e passamos a crer que somos apenas ele, e nem ao mesmo nos perguntamos, que inteligência manter todas nossas células agregadas e funcionais. Esquecemos que é o Deus em nós, que nos mantêm vivos. Então a experiência se torna a realidade, e não mais a experiência, ao invés de observarmos a mesma, entramos nela, e como a mente física não é capaz de diferenciar o fato real, do criado, nos perdemos dentro de nossa própria criação.
Na realidade, vivemos simultaneamente em vários planos, interdependentes. O corpo físico, tem relação com a materialidade, enquanto nosso corpo astral, com suas relações emocionais e energéticas, se expande através do campo eletromagnético gerado pelos átomos, que são mantidos em coesão individualizada, por uma parte diferente nossa, mais inconsciente, nosso Espírito, que se comunica através do campo mental com o físico.
Quando confundimos nossa vida física com a totalidade de nossa experiência, perdemos o poder de atuar sobre a mesma. Porém se observarmos um animal, que não foi influenciado por crenças do poder do mundo exterior, ou seja, pela mente física, que confunde crenças limitantes com realidade, veremos que ele possui um território energético bem delimitado, no qual não nós sentimos seguros em ultrapassar. Os animais predadores, em especial, nos ensinam que não se invade seu território... Afinal, quem compartilharia o espaço físico, sem barreiras com um leão, um rinoceronte, ou um cão bravo?
O que eles têm de diferente de nós?  Apenas eles têm consciência de seu poder, confiam em si mesmos. Eles não invadem o território que não lhes pertencem sem necessidade, mas em compensação, não admitem que invadam o seu território.Até mesmo os pássaros, que tem liberdade de irem onde desejarem, defendem seu território, e não tem duvidas de sua capacidade de fazê-lo – a maioria já viu uma simples andorinha, ou tico-tico, afugentando seu predador, um gavião, uma coruja, de seu território, sem medo.
Na confusão, que apenas o material é nosso território, defendemos nossa casa, com artifícios da inteligência humana, chaves, grades, alarmes, vídeos... mas não com postura energética. Ao usarmos ferramentas para nos defendermos, esquecemos de que somos seres energéticos, e que é nossa postura, que atrai ou repele um agressor.
Qual é à base desta postura, então?
É a Fé, que podemos usar de dois modos – dando fé ao que é negativo, do mal, no poder de poder atuar sobre nós, e por esquecimento de que donos de nosso campo energético ficamos, a mercê do mal do mundo, pois somos invadiveis, não temos posse de nossa individualidade, na ilusão que é apenas a pele que delimita quem somos. Ou podemos ter a fé voltada não ao mundo exterior, em caos, e sim em nós mesmos, de que somos plenamente capazes de manter a integridade de nosso ser, em qualquer situação e local, pois para isto contamos com todos nossos potenciais divinos, que tem por lei nós levar a nosso melhor estado de Ser, onde todos planos  onde vivemos,estão em perfeita  comunicação, e cada um sabe sua função, no complexo de nossa monada, que deixa então de ser dirigido pela mente limitada,medrosa, impressionável pelo externo, para ser gerenciada pelo que somos realmente, um espírito que esta emanando um corpo material, e então voltamos a sermos observadores da experiência, e não mais cobaias.
Para deixarmos nossa passividade, fruto do aprendizado da falsa humildade, da falta de poder pessoal, para que outros que manter seu poder possam nos dominar, pelo medo, e pela ignorância daquilo que realmente somos, precisamos de uma ferramenta que temos, mas nós sentimos inadequados para utilizá-la – à vontade.
A Bíblia começa com o conceito que através do Verbo, Deus gerou o Universo. Mas o que fazemos com nossa capacidade herdada D’ele do verbo? O usamos para nos comunicar, mas não para nós expressarmos, pois falamos de futilidades o dia todo, do passado ou futuro, de ocupações que cabem a outrem, mas escondemos tão fundo, que vai ao inconsciente, o que sentimos, pensamos realmente... Nunca estamos presentes e conscientes do nosso momento tanto físico, como emocional, mental, e o campo eletromagnético que transmite informações de um para o outro. Desconhecemos nossas sensações, e com medo delas, pois são as únicas que podem demonstrar os enganos da mente física, pois fomos ensinados a isto, e aceitamos abrir mão de nosso poder. Deixamos que nós convencessem que ser espiritual é negar a materialidade, a ponto de nos acharmos pecadores quando temos mais que o outro, de que não temos o direito de usufruir daquilo que nosso esforço nos trouxe, pois há aqueles que esperam passivos, serem supridos.
Fomos treinados a sermos eternas crianças, imaturas e dependentes, para que o poder ficasse somente naqueles que soubessem manter seu poder, através da palavra, e eficientemente utilizaram o poder do verbo, para nos convencer que nada somos, sem um mestre externo, no papel do pai... E ao entregarmos nosso poder ao outro, por medo da responsabilidade sobre si mesmo, transformamos o poder do nosso verbo, em meras palavras.Nos convenceram que defender aquilo que é nosso é atitude de seres primitivos, que o evoluído não se defende, ou seja, deixa que se tome tudo que possui, a ponto de muitas vezes entregar o que é seu, inclusive a própria vida, de graça a outrem.
 Confundimos atitude, apenas como gestos do corpo físico, talvez apenas como ação, não lúcida, mas mecânica, e não como postura energética, de se estar presente e consciente não só do mundo externo, mas na fé em si mesmo, de que somos capazes de enfrentar qualquer coisa que vier, por mais difícil que seja, esquecemos do poder que é a vontade unida pela fé, no verbo, na postura que gera a atitude responsável, e movida não pela mente, com suas crenças mal qualificadas e apegos, mas sim temperadas pelo amor.
Um caminho para a Assumpção do que realmente somos, está em termos fé não no mundo, mas em nós mesmos, usando a força da vontade, para dar poder a nossa palavra, com a consciência da responsabilidade que ser íntegros é agir como um Ser Divino, se manifestando em vários planos, assumindo as próprias rédeas, através do conhecimento, da lucidez, de como cada um destes planos energéticos em que vivemos atua, e como podemos estar em harmonia com eles.
E que temos apenas o poder e o direito de atuar sobre nós mesmos, que somos 100% responsáveis pelo que somos e pelo como vivemos, assim como cada um é por si, e que ser maduros espiritualmente é respeitar o momento e aprendizado alheio, pois assim como nós, ele ira defender seu território, como nós nos propomos a fazer com o nosso, mesmo que ele não o faça conscientemente, suas forças astrais o farão, pois estas são coordenadas pelo cérebro reptiliano, que desde o inicio da criação da manifestação, aprendeu a mante-la funcional.
Resumindo: Fé em si mesmo, vontade na responsabilidade sobre o próprio livre arbítrio, e atitude movida pelo amor, na posse de nosso existir em todos os planos, através de nosso campo eletromagnético individualizador.


alquimia63
Ingrid Monica Friedrich                          
Conselheira Metafisica Transenergetica
Tef. 9689-3546 e 4056-7340

domingo, 19 de junho de 2011


“Tudo que você vê é reflexo do que está dentro de si. Se chamar uma pessoa de má, é o mal em você sendo refletido nela. Isso não tem nada a ver com ela. Bom e mau são apenas reflexos do seu ser interior. Nunca os considere separados de você. Bons pensamentos são fonte de boas vibrações. Se o seu ser interior está cheio de amor, o mesmo princípio de amor se manifestará em seu discurso e ações. Quando você tem pensamentos sagrados, você se torna uma pessoa divina.”
 
Sathya Sai Baba

sábado, 28 de maio de 2011

Um Meio ou uma Desculpa (Roberto Shinyashiki)

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem, mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. 
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. 
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO...
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa!

(recebi da minha irmã Cristiane)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Elegância

  Mary Cincinnati

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens...
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura! 

(de http://www.contandohistorias.com.br acesso em 24/03/11)

sexta-feira, 11 de março de 2011

OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS

(recebi da minha irmã Cristiane)

OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
(Rabino Nilton Bonder)
 

Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação.
Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar".
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada seja dá-lo como concluído.